Método que provê cura por conexão com universo ganha adeptos no Amazonas

Desenvolvida nos Estados Unidos, ‘cura’ é baseada na medicina quântica. Prática reordenada frequências eletromagnéticas para o corpo.

Não é um tratamento, mas carrega a promessa de conduzir à cura. Levar pessoas de volta ao estado natural de saúde física, mental e emocional é a proposta da “cura reconectiva”. O método baseado na medicina quântica foi desenvolvido pelo médico quiroprático Eric Pearl há 20 anos e tem ganhado adeptos no Amazonas. “É uma tecnologia que você pode usar para curar seus pacientes, as pessoas a sua volta e a si mesmo”, disse o praticante da “cura”, Walter Neto.

Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), síndrome do pânico, ansiedade, pessoas com déficit de atenção, autismo e doenças ditas como “não tratáveis” fazem parte da lista de doenças que foram curadas ou que apresentaram significativa melhora após pacientes se submeterem à cura reconectiva.

O método consiste em reordenar as frequências do universo por meio das mãos e as redirecionar de volta para o corpo e consciência. A partir desta interação entre praticante e paciente, os adeptos da “cura” afirmam que as pessoas conseguem se reconectar com sua essência verdadeira, que inclui, entre outras coisas, o estado pleno de saúde.

“O pensamento é de que todo estado de doença surge a partir de um estado de desconexão, seja ele em qual nível for. (…) A cura reconectiva não substitui um tratamento médico, não dispensa uso de medicamento. Não vem negar a fé e nem a ciência. É como se ela pegasse na mão de cada uma e dissesse ‘vamos trabalhar juntos'”, explicou Neto, que pratica o método desde 2015.

Walter Neto estudava medicina nos Estados Unidos, quando passou a se interessar por uma vertente da área ainda em exploração: a medicina quântica. Em outubro de 2015 ele participou de um curso ministrado por Eric Pearl e iniciou a prática no Amazonas.

“Quando senti as frequências nas minhas mãos no seminário, eu percebi que isso já fazia parte de mim, que não era uma coisa que eu estava aprendendo. É como se a gente já soubesse, como se tivesse se lembrando como fazer”, recordou.

O desenvolvedor da “cura” é o norte americano Eric Pearl, doutor em Quiroprática formado pelo Colégio de Quiroprática de Cleveland, Los Angeles. O médico desenvolveu um trabalho dentro da medicina quântica e escreveu o livro “A Reconexão: Cura os outros, cura-te a ti mesmo”, que relata a existência de energias que ligam o planeta Terra ao ser humano e ao Universo.

A cura

Em 20 anos de estudos e práticas, há registros de resultados positivos em pacientes com todo o tipo de doenças físicas, mentais e emocionais. Segundo o praticante Walter Neto, pacientes com câncer são os que mais buscam pelo método.

“Há casos de pessoas que tinham dificuldades para andar e conseguiram após sessões de cura reconectiva. Um dos casos mais marcantes foi de um garotinho, de 4 anos, que tinha um tipo de paralisia e nunca tinha andado. Após a primeira sessão junto com Eric, ele sentou e na terceira deu os primeiros passos. Tudo isso está documentado”, disse Walter Neto.

Segundo Neto, o processo de cura vem de dentro. Ao receber as ondas, o paciente é quem define a forma como a energia irá agir. Em outras palavras, é a própria pessoa quem tem a capacidade de se curar, segundo afirma Walter Neto.

“Se você está com uma doença em fase terminal ou com o joelho inchado, eu vou interagir da mesma forma, porque não sou eu o curador, são as frequências. Quem vai tomar a decisão do que vai ser curado é você. O teu corpo tem uma inteligência chamada ‘inata’ e ela sabe exatamente o que fazer com esta energia, com estas frequências. Esta mesma inteligência controla o nosso coração, por exemplo”, explicou.

O método também não depende da fé do paciente para funcionar. “Independente de acreditar ou não, a cura acontece, a decisão não é dela, é do ‘eu superior’ dela”, contou.

Como funciona
Cada sessão dura cerca de 30 minutos, mas isso fica a critério de cada praticante, bem como a quantidade de sessões necessárias para alcançar a cura. O tratamento é indolor, sem toques e pode ser feito presencialmente ou a distância. “A mesma intensidade das frequências que tenho presencialmente, é igual as que tenho a distância, não muda”, salientou Walter.

Há mais de um ano praticando a “cura reconectiva”, Walter explicou que, ao receber o magnetismo, sente como se estivesse manipulando cordas. “Quando eu estou fazendo, eu percebo cordas no corpo da pessoa e eu vou puxando. Conforme eu me distancio, elas ficam mais intensas. A pessoa percebe com mais intensidade”, disse.

Já o paciente pode reagir de diferentes maneiras. Alguns sentem o corpo e os olhos vibrarem, por exemplo. “A pessoa passa muitas vezes a acessar outras dimensões. Na minha primeira sessão, eu senti cheiro forte de perfume de flores. Muita gente chora, é como se pudéssemos visitar a nossa essência verdadeiramente, de estar na fonte, fora do mar que é a Terra, das questões terrenas. Estamos mais em contato com nosso ‘eu verdadeiro'”, contou.

[ Esse texto é uma adaptação da matéria escrita por Ive Rylo para o G1 AM, publicada no portal G1 em 05/02/2017 http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2017/02/metodo-que-prove-cura-por-conexao-com-universo-ganha-adeptos-no-am.html]